Qual a diferença entre RGB e CMYK?

Qual a diferença entre RGB e CMYK?

Dicas e Tutoriais / 05.05.2017 / Por Diogo Santos

Quando falamos sobre cores é inevitável não mencionar os sistemas RGB e CMYK. E para aqueles profissionais e estudantes recém chegados ao Design preparamos esse artigo para destacar algumas características de cada sistema.

RGB


Por exemplo:São as três inicias de vermelho, verde e azul em inglês: Red, Green e Blue. Este sistema manifesta as cores através de luz em dispositivos digitais, como telas de TV, monitores e projetores. Cada coloração é representada por uma combinação de três números que variam de 0 a 255. O zero indica a ausência da cor e o 255 indica a presença absoluta.

255, 0, 0: vermelho

0, 255, 0: verde

0, 0, 255: azul

0, 0, 0: preto

255, 255, 255: branco

0, 255, 255: amarelo

Como você deve imaginar, tantas combinações resultam em uma gama imensa de matizes - mais de 16 milhões..


CMYK

O esquema CMYK é adotado principalmente pelas impressoras digitais offset convencionais e pela indústria da imprensa, onde as cores são manifestadas no papel e não em uma tela/monitor.

Este método de impressão registra cores a partir de quatro tintas: Cyan (ciano), Magenta (magenta), Yellow (amarelo) e Black (preto) - como no RGB, o nome também é originado pelas iniciais das cores em inglês. Assim como no RGB, diferentes combinações de tinta representam cores diferentes, mas no lugar de números usamos porcentagens. Quanto maior for a porcentagem de uma tinta específica, maior a quantidade impressa dela.

Um fato curioso é que inicialmente tínhamos apenas o CMY, pois pensava-se que o preto poderia ser obtido pela soma de 100% de ciano, magenta e amarelo. No entanto, o resultado dessa tripla combinação não era o preto, mas sim um tom sombrio de marrom. Assim, o preto foi adicionado ao sistema.


RGB x CMYK: essa disputa faz sentido?



O RGB é próprio para dispositivos digitais e o CMYK para materiais impressos. Primeiramente, cada sistema tem seu propósito, o que já elimina qualquer embate. De qualquer forma, é importante entendermos bem suas características.

Cada um tem seu princípio de representação de cores. Os matizes RGB são chamados aditivos, enquanto os CMYK são subtrativos. Isso ocorre porque os monitores emitem luz e o papel a absorve.

Em uma tela/monitor, você parte de uma escuridão e com a adição de luz começa a obter as cores. Essa ação descreve a função dos três números: definir a quantidade de luz transmitida a partir dos pixels para cada um dos pigmentos (vermelho, verde e azul). E isso explica porque 0, 0, 0 (nenhuma luz emitida) é o preto e 255, 255, 255 é branco.

No papel ocorre o oposto. Você parte de uma base branca, como uma folha. As tintas ciano, magenta, amarela e preta servem como filtros que subtraem diferentes espectros da luz branca que é refletida pelo papel. Como você foi ensinado em suas aulas de física, os espectros azuis, vermelhos, roxos, verdes e amarelos formam uma luz branca. Quando alguns deles estão ausentes, a luz muda de cor.

As porcentagens no modelo CMYK definem o que e quanto desses espectros serão absorvidos e que cor atingirá o olho humano. É por isso que 0%, 0%, 0%, 0% significa que não há tinta e nenhuma luz é absorvida, e 100%, 100%, 100%, 100% significa a aplicação máxima de tinta e, consequentemente, máxima absorção de luz, resultando no preto puro.


Conversão entre RGB e CMYK

As diferentes capacidades de coloração dos dois modelos originam uma inconveniência para profissionais como designers e fotógrafos. Como mencionado, o RGB suporta mais de 16 milhões de combinações, enquanto o CMYK não pode representar todas elas.

Ao visualizar fotos em seu computador ou desenhar algo em um software, você os vê em RGB por padrão e tudo parece normal. Mas ao decidir pela impressão em papel algumas alterações podem ser percebidas. Devido à gama reduzida de matizes, algumas cores vibrantes presentes em RGB não são alcançadas pelo CMYK. É por isso que o azul RGB parece mais um roxo no espaço CMYK, o vermelho escuro é mais parecido com marrom.

Vale lembrar que as cores CMYK mostradas aqui não são exatamente CMYK, mas uma aproximação, porque você está vendo elas em um display.

Para impressões feitas em casa não há problemas se o resultado for insatisfatório, mas se você precisar imprimir algo de cunho profissional, algo que exige fidelidade de cores, será essencial recorrer a impressoras profissionais. É neste momento que alguns inconvenientes podem surgir - e que o designer mostra seu potencial!

Ao receber um arquivo com RGB, a maioria dos bureaus de impressão fará a conversão para CMYK por conta própria, já que impressoras profissionais não funcionam com imagens RGB. Na ocorrência de variações de cores, o que às vezes é inevitável, eles dificilmente assumem a responsabilidade. A questão é: o que você pode fazer para preservar a qualidade de seus projetos gráficos?

Felizmente, os atuais softwares gráficos suportam visualização em modo CMYK, que dá uma amostra de como ficará o material impresso. Assim, você é capaz de analisar diferenças e fazer as alterações necessárias antes de realmente converter o arquivo RGB para CMYK.

Esperamos que este post tenha te ajudado! :)

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Diogo Santos

Um gerente de projetos que também faz atendimento, e que aprecia aquele freela de criação de logotipo. Vejo o design como a integração entre estrutura e definições de interação com a experiência do usuário. E isso não acontece sem projeto e organização de processos - ao menos não com qualidade.

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